Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e filho deputado são alvos de operação da PF


 
A Polícia Federal realiza na manhã desta quinta-feira (19) operação no Congresso, que tem como alvo o líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).
 
A PF também mira o deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE), filho do senador. 
 
Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal). 
O inquérito apura desvio de dinheiro público de obras na região Nordeste.
 
Os fatos investigados são da época em que Bezerra Coelho era ministro da Integração Nacional de Dilma Rousseff (PT).São mais de 40 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos. Além de Brasília, a PF também está nas ruas de Pernambuco, estado de origem dos suspeitos.
 
A investigação envolve delações premiadas de doleiros e empresários. Segundo informações do inquérito, a suspeita é de que dinheiro de contratos superfaturados ou fictícios de obras vinculadas ao Ministério da Integração Nacional tenha sido desviado para campanhas dos políticos. 
 
A apuração ainda tem ligação com a operação Turbulência, deflagrada em 2016, que prendeu donos do avião que caiu com o ex-governador pernambucano Eduardo Campos durante a campanha de 2016.
 
Procurado, o advogado do senador, André Callegari, afirmou que "causa estranheza à defesa que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação". 
 
"A única justificativa do pedido seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal", completou.
 
Procurado, o advogado do senador, André Callegari, afirmou que "causa estranheza à defesa que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação". 
 

"A única justificativa do pedido seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal", completou. 

Fonte: Folha de São Paulo